Jovem, promissor e ousado, o badalado cineasta canadense Xavier Dolan é perspicaz e detalhista em todos os aspectos de seus filmes, das temáticas sensivelmente viscerais e dramáticas a uma trilha sonora que se integra perfeitamente com toda a encenação, misturando clássicos da música instrumental, como Vivaldi, com famosas músicas "pop" da atualidade, como Born to die, de Lana Del Rey, que encerra de forma esplêndida e comovente o filme Mommy (2014), que retrata a relação ora de ternura ora caos de Steve (Antoine-Olivier-Pilon), um adolescente problemático, agressivo, explosivo, sensível e às vezes infantil com sua mãe solteira e imatura, Diane (Anne Dorval).
Destaco também Os amores imaginários (2010), de Xavier Dolan, que narra a história de dois amigos, Marie (Monica Chokri) e Francis (Xavier Dolan), que se apaixonam e disputam o amor de um mesmo vaidoso rapaz loiro (Niels Schneider) com o qual começam a ter uma ambígua amizade. Depois de assistir o filme é inevitavelmente prazeroso relembra-lo sempre que ouvir, a qualquer hora e em qualquer lugar, Bang, bang, de Dalida. A seguir postei uma das mais marcantes cenas desse apaixonante filme:


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